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	<title>Cola-fina &#187; Letra</title>
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	<description>Um aprendiz de campeiro</description>
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		<title>Flor Colorada #3</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 03:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagob</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Termos]]></category>
		<category><![CDATA[Flor Colorada]]></category>
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		<category><![CDATA[Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Marenco]]></category>

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		<description><![CDATA[Virando do meio dia
Quando o sol esquenta o chão
Putcha! é preciso garrão
Pra aguentar-se o tipiti
E os verdes campos sem fim
Doem nas vistas como não
Se o serviço da uma folga
Muito bem que se sesteia
Mas se não com a lua cheia
Também se agüenta o serviço
E a indiada, amigos, com isso
Nem tropica ou balanceia
Para contextualizar estas duas estrofes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Virando do meio dia<br />
Quando o sol esquenta o chão<br />
Putcha! é preciso garrão<br />
Pra aguentar-se o tipiti<br />
E os verdes campos sem fim<br />
Doem nas vistas como não</p>
<p>Se o serviço da uma folga<br />
Muito bem que se sesteia<br />
Mas se não com a lua cheia<br />
Também se agüenta o serviço<br />
E a indiada, amigos, com isso<br />
Nem tropica ou balanceia</p></blockquote>
<p>Para contextualizar estas duas estrofes recorre ao livro &#8220;Campeirismo Gaúcho:  Orientações Práticas&#8221; de Cyro Dutra Ferreira.</p>
<p><em>O Capataz deverá constantemente avaliar e obedecer, a medida do possível, a disposição dos animais, pois uma tropa forçada a caminhar em situações adversas (ameaça de tormenta, calores sobre-naturais, excesso de distância percorrida por dia, fome, sede, etc.) será uma tropa prejudicada, causando prejuízos ao seu proprietário.</em></p>
<p><em>O gado por si só acusa os seus desejos. Por exemplo: a hora em que mais gosta de caminhar é ao clarear do dia, os Tropeiros, pois, ainda de madrugada, devem tomar apenas uns mates e em seguida devem largar a tropa na estrada. Lá pelas 8 ou 9 horas, quando o gado começa a diminuir o ritmo da marcha, procurando algum pasto para comer, é o momento dos tropeiros pararem para tomar o café, quando o gado também aproveitará para comer. Após algum tempo, em torno de uma hora, o gado começará a movimentar-se lentamente, indicando a hora de reinício da viagem. Lá pelas 11 horas acontecerá o mesmo fenômeno. Enfim, se um Capataz novato nessa lida, tiver perspicácia de interpretar a vontade do gado, e obedecê-la, é certo que sua chegará no destino nas melhores condições possíveis.</em></p>
<p>Desta forma, além de estarem sujeitos às vontades do gado os tropeiros também estão sujeitos ao sol do meio-dia, que por vezes castiga até mesmo na sombra. Por isso só com muito garrão para aguentar o TIPITI, que significa apuro, aperto, embaraço, negócio do qual é difícil sair com vantagem&#8230;</p>
<p>Imagino os peões, que segundo Cyro Dutra Ferreira devem conduzir o gado por 30 / 35 km dia, já fadigados pelo sol a pino, olhando para o horizonte e percebendo o trecho que falta percorrer para chegar até o próximo pouso. Talvez por isto que os verdes campos façam os olhos doer, porque ainda há muito chão pela frente.</p>
<p>Os peões estão sujeitos às vontades do gado, que além de determinar o ritmo e os horários da tropeada também assusta-se facilmente. Jamais os tropeiros podem deixar o gado sozinho ou descuidar-se dele. A ameaça de um estouro está sempre presente&#8230; Desta forma, nem sempre é possível sestear. E quando acontece isto o jeito é dormir bem durante a noite para aguentar o tirão do trabalho do próximo dia.</p>
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		<title>Flor Colorada #2</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 00:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagob</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Marenco]]></category>

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		<description><![CDATA[E dando continuidade&#8230;
E relinchando a tropilha
Que já descamba na lomba
Se atira empina e se assombra
Honra e glória do ginete
Que tem por sestro o cacoete
De ir espiando a própria sombra

Tropilha é um bando de cavalo do mesmo pêlo que a égua madrinha. Descambar é descer. O resto dá para imaginar ou ver na imagem.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E dando continuidade&#8230;</p>
<blockquote><p>E relinchando a tropilha<br />
Que já descamba na lomba<br />
Se atira empina e se assombra<br />
Honra e glória do ginete<br />
Que tem por sestro o cacoete<br />
De ir espiando a própria sombra</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/bombeador/3292323678/"><img class="size-full wp-image-163 alignnone" title="3292323678_e0cf328d06" src="http://colafina.thiagob.com/wp-content/uploads/2009/09/3292323678_e0cf328d06.jpg" alt="3292323678_e0cf328d06" width="500" height="316" /></a></p>
<p>Tropilha é um bando de cavalo do mesmo pêlo que a égua madrinha. Descambar é descer. O resto dá para imaginar ou ver na imagem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Flor Colorada #1</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 00:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagob</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Termos]]></category>
		<category><![CDATA[Flor Colorada]]></category>
		<category><![CDATA[Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Marenco]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã ouvi esta música e não tive como não ir em busca da letra e compartilhar com meus colegas do trabalho. Trata-se de Flor Colorada, interpretada pelo Luiz Marenco no CD Pra o Meu Consumo.
No meu penúltimo post estava determinado a fazer comentários sobre Os Silêncios das Janelas do Povoado, &#8220;traduzir&#8221; alguns pedaços e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã ouvi esta música e não tive como não ir em busca da letra e compartilhar com meus colegas do trabalho. Trata-se de Flor Colorada, interpretada pelo Luiz Marenco no CD Pra o Meu Consumo.</p>
<p>No meu penúltimo post estava determinado a fazer comentários sobre <a href="http://colafina.thiagob.com/2009/08/os-silencios-das-janelas-do-povoado/" target="_blank">Os Silêncios das Janelas do Povoado</a>, &#8220;traduzir&#8221; alguns pedaços e compartilhar meus devaneios. Mas quando vi que seria um trabalho muito longo acabei deixando pela metade.</p>
<p>Desta vez não vou assumir uma missão maior que a minha disponibilidade de tempo. Vou fazer estrofe a estrofe e ver se chego até o final. Bom, vamos lá então&#8230;</p>
<blockquote><p>Mal vai o céu pelechando<br />
Com o vir das barras do dia<br />
E o capataz assovia<br />
Ao que ainda a cuia não solta<br />
E o flete percura a volta<br />
Galvoso da companhia</p></blockquote>
<p>Primeiramente <em>pelechando </em>vem do espanhol e quer dizer trocando de pêlo. Alguns animais costumam trocar de pêlos ao atingir a idade adulta, outros ao entrar no verão e outros na mão do homem. Em alguns casos além da troca de pêlos ocorre também a troca na coloração do animal. Sendo assim, se o céu estava pelechando, acredito eu, que deixava de ser noite e céu começava mudar de cor.</p>
<p>As barras do dia, por sua vez, referem-se a aurora, ao despontar do sol. Isto explica o porquê do céu estar <em>pelechando</em>.</p>
<p>Pelo visto era bem cedito. Mas não importa porque capaz é chefe e não gosta de corpo mole. Percebe um peão se demorando mais do que deve no chimarrão e já assovia chamando o companheiro para lida.</p>
<p>Bom, agora complicou, flete é um cavalo bom e bonito, mas galvoso fico devendo&#8230; Assim que eu descobrir dou continuação.</p>
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		<title>Os Silêncios das Janelas do Povoado</title>
		<link>http://colafina.thiagob.com/2009/08/os-silencios-das-janelas-do-povoado/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 00:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagob</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gujo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Intrigado]]></category>
		<category><![CDATA[Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Marenco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabem, existe uma meia dúzia de músicas que me deixa intrigado! Mas não é um simples pomba!, é realmente ficar intrigado; no mesmo dia ouvir 5 ou 10 vezes a música, depois ficar horas e horas pensando e mesmo assim não se dar por satisfeito.
Percebi esta reação pela primeira vez ouvindo &#8220;Os Silêncios das Janelas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem, existe uma meia dúzia de músicas que me deixa intrigado! Mas não é um simples <dfn title="POMBA!, interj. Indica admiração. &quot;Pomba! Que indivíduo feio&quot;">pomba!</dfn>, é realmente ficar intrigado; no mesmo dia ouvir 5 ou 10 vezes a música, depois ficar horas e horas pensando e mesmo assim não se dar por satisfeito.</p>
<p>Percebi esta reação pela primeira vez ouvindo &#8220;Os Silêncios das Janelas do Povoado&#8221; do Gujo Teixeira e Luiz Marenco. Já faz tempo, mas ainda hoje basta ouvir a &#8220;deixa&#8221; da gaita que fico intrigado.</p>
<p>Muitas vezes me pergunto as mesmas coisas: O que será que motivou aqueles homens? Vingança? Lavar a honra? Crime de guerra?</p>
<blockquote><p>Era um fim de dia quieto<br />
Para quem quisesse ouvi-lo<br />
Apesar do céu  sangrando<br />
Alguns mateavam tranquilos.<br />
Foi quando cascos nas pedras<br />
E  constâncias de esporas<br />
Quebraram o calmo das casas<br />
Chamando olhares pra  fora.</p>
<p>Iam adentrando o povoado<br />
Quatro homens bem montados<br />
Três  baios de cabos-negros<br />
Bem à direita um gateado.<br />
Ponchos negros sobre os  ombros,<br />
Chapéus batidos na face<br />
Silhuetas desconhecidas<br />
Pra qualquer um  que olhasse.</p>
<p>Traziam vozes de mandos<br />
Nas suas bocas cerradas<br />
E  aparecendo nos ponchos<br />
Pontas de adagas afiadas.<br />
Olhavam sempre por  perto<br />
Até mirarem um &#8220;ranchito&#8221;<br />
E sofrenarem os cavalo<br />
Onde um apeou  solito.</p>
<p>Primeiro um rangido fraco<br />
Depois um grito &#8220;prendido&#8221;<br />
E a  intenção da adaga<br />
Tinha mostrado sentido.<br />
E os quatro em seus  silêncios<br />
Voltaram no mesmo tranco<br />
Deixando junto a soleira<br />
Vermelho  num lenço branco.</p>
<p>Era mais um que ficava<br />
Depois que os quatro  partiam<br />
Por certo em baixo dos ponchos<br />
Algum mandado traziam.<br />
Traziam  fios de adagas<br />
E silêncios pra entregar&#8230;<br />
-era um gateado e três  baios<br />
Foi o que deu pra enchergar!!</p>
<p>Ninguém sabe, ninguém  viu<br />
Notícias viram depois.<br />
Alguém firmava na adaga<br />
Só não se sabe quem  foi.<br />
E o povoado segue o mesmo<br />
Dormindo sempre mais cedo<br />
Dormem ouvindo  o silêncio<br />
E silenciam por medo!</p></blockquote>
<p>Minha idéia era de comentar alguns trechos, mas fica para próxima&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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