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	<title>Cola-fina &#187; Gujo Teixeira</title>
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	<description>Um aprendiz de campeiro</description>
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		<title>Os Silêncios das Janelas do Povoado</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 00:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagob</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gujo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Intrigado]]></category>
		<category><![CDATA[Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Marenco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabem, existe uma meia dúzia de músicas que me deixa intrigado! Mas não é um simples pomba!, é realmente ficar intrigado; no mesmo dia ouvir 5 ou 10 vezes a música, depois ficar horas e horas pensando e mesmo assim não se dar por satisfeito.
Percebi esta reação pela primeira vez ouvindo &#8220;Os Silêncios das Janelas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem, existe uma meia dúzia de músicas que me deixa intrigado! Mas não é um simples <dfn title="POMBA!, interj. Indica admiração. &quot;Pomba! Que indivíduo feio&quot;">pomba!</dfn>, é realmente ficar intrigado; no mesmo dia ouvir 5 ou 10 vezes a música, depois ficar horas e horas pensando e mesmo assim não se dar por satisfeito.</p>
<p>Percebi esta reação pela primeira vez ouvindo &#8220;Os Silêncios das Janelas do Povoado&#8221; do Gujo Teixeira e Luiz Marenco. Já faz tempo, mas ainda hoje basta ouvir a &#8220;deixa&#8221; da gaita que fico intrigado.</p>
<p>Muitas vezes me pergunto as mesmas coisas: O que será que motivou aqueles homens? Vingança? Lavar a honra? Crime de guerra?</p>
<blockquote><p>Era um fim de dia quieto<br />
Para quem quisesse ouvi-lo<br />
Apesar do céu  sangrando<br />
Alguns mateavam tranquilos.<br />
Foi quando cascos nas pedras<br />
E  constâncias de esporas<br />
Quebraram o calmo das casas<br />
Chamando olhares pra  fora.</p>
<p>Iam adentrando o povoado<br />
Quatro homens bem montados<br />
Três  baios de cabos-negros<br />
Bem à direita um gateado.<br />
Ponchos negros sobre os  ombros,<br />
Chapéus batidos na face<br />
Silhuetas desconhecidas<br />
Pra qualquer um  que olhasse.</p>
<p>Traziam vozes de mandos<br />
Nas suas bocas cerradas<br />
E  aparecendo nos ponchos<br />
Pontas de adagas afiadas.<br />
Olhavam sempre por  perto<br />
Até mirarem um &#8220;ranchito&#8221;<br />
E sofrenarem os cavalo<br />
Onde um apeou  solito.</p>
<p>Primeiro um rangido fraco<br />
Depois um grito &#8220;prendido&#8221;<br />
E a  intenção da adaga<br />
Tinha mostrado sentido.<br />
E os quatro em seus  silêncios<br />
Voltaram no mesmo tranco<br />
Deixando junto a soleira<br />
Vermelho  num lenço branco.</p>
<p>Era mais um que ficava<br />
Depois que os quatro  partiam<br />
Por certo em baixo dos ponchos<br />
Algum mandado traziam.<br />
Traziam  fios de adagas<br />
E silêncios pra entregar&#8230;<br />
-era um gateado e três  baios<br />
Foi o que deu pra enchergar!!</p>
<p>Ninguém sabe, ninguém  viu<br />
Notícias viram depois.<br />
Alguém firmava na adaga<br />
Só não se sabe quem  foi.<br />
E o povoado segue o mesmo<br />
Dormindo sempre mais cedo<br />
Dormem ouvindo  o silêncio<br />
E silenciam por medo!</p></blockquote>
<p>Minha idéia era de comentar alguns trechos, mas fica para próxima&#8230;</p>
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