Hoje pela manhã ouvi esta música e não tive como não ir em busca da letra e compartilhar com meus colegas do trabalho. Trata-se de Flor Colorada, interpretada pelo Luiz Marenco no CD Pra o Meu Consumo.
No meu penúltimo post estava determinado a fazer comentários sobre Os Silêncios das Janelas do Povoado, “traduzir” alguns pedaços e compartilhar meus devaneios. Mas quando vi que seria um trabalho muito longo acabei deixando pela metade.
Desta vez não vou assumir uma missão maior que a minha disponibilidade de tempo. Vou fazer estrofe a estrofe e ver se chego até o final. Bom, vamos lá então…
Mal vai o céu pelechando
Com o vir das barras do dia
E o capataz assovia
Ao que ainda a cuia não solta
E o flete percura a volta
Galvoso da companhia
Primeiramente pelechando vem do espanhol e quer dizer trocando de pêlo. Alguns animais costumam trocar de pêlos ao atingir a idade adulta, outros ao entrar no verão e outros na mão do homem. Em alguns casos além da troca de pêlos ocorre também a troca na coloração do animal. Sendo assim, se o céu estava pelechando, acredito eu, que deixava de ser noite e céu começava mudar de cor.
As barras do dia, por sua vez, referem-se a aurora, ao despontar do sol. Isto explica o porquê do céu estar pelechando.
Pelo visto era bem cedito. Mas não importa porque capaz é chefe e não gosta de corpo mole. Percebe um peão se demorando mais do que deve no chimarrão e já assovia chamando o companheiro para lida.
Bom, agora complicou, flete é um cavalo bom e bonito, mas galvoso fico devendo… Assim que eu descobrir dou continuação.
Tags: Flor Colorada, Letra, Luiz Marenco
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Che, galvoso, creio eu que seja o fato de o cavalo estar procurando seu ginete pra sair, como que garboso, a camperear, meio que em analogia à figura mítica do centauro, onde cavalo e homem são um só. Portanto, o companheiro assovia chamando pra lida, e o cavalo se dá conta que é hora de sair campo afora.
Abraço!
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